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Em ano de crise e pandemia, mercado imobiliário vive um dos seus melhores momentos.

Todos sabemos que o ano de 2020 foi atípico e a pandemia do novo coronavírus pegou o mundo de surpresa gerando uma crise que afetou diversos setores da economia.

 

Porém, na contramão de tudo isso, o mercado imobiliário vive um dos seus melhores momentos em anos. Comprar um imóvel se tornou mais barato devido à queda da taxa de juros ao menor patamar da história, somando isso a busca da população por uma melhor qualidade de vida através de um imóvel que supra suas necessidades, já que estão passando mais tempo em casa devido a quarentena e todos os cuidados que foram necessários, e a possibilidade do trabalho remoto, fez com que as pessoas começassem a buscar por imóveis maiores e estivessem dispostas a pagar mais caro na compra, ainda que economizem com o crédito mais barato, estimulando o mercado e ocasionando um cenário favorável ao setor.

Os dados divulgados em outubro pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) revelam que a venda de imóveis de médio e alto padrão teve alta nos últimos meses. Segundo as pesquisas, julho de 2020 teve 34,8% a mais que o mesmo mês em 2019, os dados também revelam uma alta de 38,2% de lançamentos de imóveis em julho.

O mercado imobiliário foi muito abalado pela crise econômica vivida de 2014 a 2018 e o reflexo disso pode ser percebido durante anos com construtoras e incorporadoras segurando lançamentos. Existe uma demanda reprimida e esse ano podemos ver várias construtoras e incorporadoras acelerando os lançamentos, assim como também podemos observar que a velocidade de compra também se acelerou. No auge da crise, em 2016, o tempo médio de venda do estoque na cidade de São Paulo chegou a quase 18 meses, hoje encontra-se em 7,7 meses, segundo levantamento da Mitre.