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FGV revela que confiança no setor de construção avança e alcança o mesmo índice pré-pandemia.

Segundo dados publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em setembro, o Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu  3,7 pontos chegando aos 91,5 , no mês de agosto essa pontuação era de 87,8. O indicador do terceiro trimestre ficou acima da média dos meses anteriores, abril, maio e junho, com 87,7, revelando um aumento de 17,7 pontos.

 

A coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Ana Maria Castelo, afirmou que a confiança do setor da construção havia retornado à zona de pessimismo moderado, a mesma em que se encontrava antes da pandemia. Mesmo com o aumento alcançado em setembro, o dado continua abaixo do registrado em fevereiro, período que ainda não havia sido tão afetado pela pandemia e apresentava um índice de 92,8.

O aumento veio devido a melhora da percepção dos empresários da área sobre a situação. Ana Maria castelo explica que “a percepção dominante é de recuperação da atividade e de crescimento dos negócios, com reflexos na melhora das expectativas.” Porém, ela faz a ressalva que isso não vale para todos os segmentos, a área de serviços e de edificações comerciais foram as que mais sofreram e por isso vêm demonstrando maior dificuldade de recuperação. Ainda segundo ela, um dos setores que vêm avançando rapidamente é o segmento de edificações residencial.

O ISA (Índice de Situação Atual) cresceu 4,6 pontos, para 86,4. Em fevereiro, mês menos afetado pela pandemia, esse número era de 86,7, apenas 0,3 pontos acima. Durante as reaberturas, o indicador de carteira de contratos subiu para 84,5,um crescimento de 4,7 pontos, já o de situação atual dos negócios cresceu para 88,4 obtendo um crescimento de 4,4 pontos.

O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,7 pontos, para 96,8, em fevereiro o índice estava 2,2 pontos abaixo. Tanto o componente de demanda prevista quanto o indicador de tendência dos negócios atingiram o nível de 96,8 pontos.

Ainda em setembro, O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou para 72,1%, 1,4 ponto percentual. A queda de 1,6 ponto porcentual do Nuci de Mão de Obra foi um dos fatores que contribuíram para esse recuo.O Nuci de Máquinas e Equipamentos recuou 1,0 ponto porcentual, para 63,5%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pesquisa ainda sinalizou que nos próximos meses as contratações do setor devem superar o número de demissões. Em nota, a instituição afirma que: “o movimento deve prosseguir, considerando as expectativas dos empresários de tendência de melhora dos negócios nos próximos meses”.